Doenças do Pâncreas - Pancreatite - Tumor Pancreático

3/2/2016

 

PANCREATITE: é a inflamação do pâncreas, que pode ser aguda ou crônica.  

 

O Pâncreas é uma glândula localizada na porção superior do abdome que tem as funções de produzir enzimas digestivas, para ajudar na digestão dos alimentos, ao serem secretadas no intestino através dos ductos pancreáticos e produzir hormônios para regular o nível de glicose no sangue (insulina e glucagon).

 


Causas: é causado principalmente por cálculos biliares e pelo alcoolismo, que juntos são responsáveis por cerca de 80 a 90% dos casos.  No caso dos cálculos biliares, há migração de pequenos cálculos da vesícula biliar através de canais que atravessam o pâncreas para chegar ao intestino (colédoco), obstruindo o ducto pancreático, causando extravasamento de enzimas e gerando inflamação do pâncreas. No caso do alcoolismo, seu consumo prolongado provoca inflamação e atrofia do seu tecido, além de formação de cálculos nos ductos pancreáticos, provocando sua obstrução e acarretando mais  inflamação. Outras causa menos comuns são infecções (citomegalovirus , criptosporidium), medicamentos (antibióticos, diuréticos, antiretrovirais),doenças metabólicas (hipercalcemia), doenças auto imunes, trauma e chamada pancreatite hereditária (pancreatite em mulheres jovens de 10 a 20 anos)

 

 

 

PANCREATITE AGUDA: é a inflamação aguda do pâncreas.

 

Sintomas: aparecimento de dor abdominal súbita e intensa na porção superior do abdome,

 

que se estende em faixa para as costas; pode ter associado náuseas, vômitos e sintomas típicos dos cálculos como icterícia. Pode haver complicações como infecção e morte do tecido pancreático, formação dos chamados pseudocistos e abcessos, ascite, equimoses e a ainda complicações sistêmicas como insuficiência renal, respiratória, circulatória e sepse (infecção generalizada) nos casos mais graves.

 

Exames: exames de sangues (amilase e lípase), raio x, ultrassom, tomografia computadorizada, ressonância magnética.

 

 

Tratamento: Em geral, 80% dos pacientes tem a forma leve da doença, necessitando inicialmente de internação hospitalar para tratamento clínico medicamentoso. Em seguida, pode ser necessário cirurgia para tratamento dos cálculos biliares. Os 20% dos pacientes, que tem a forma grave da doença, com lesão de múltiplos órgãos, podem necessitar de tratamento em CTI e cirurgia.

 

 

 

 

 

PANCREATITE CRÔNICA: é a inflamação crônica do pâncreas, o que faz com que ele vá perdendo suas funções. È causado principalmente pelo alcoolismo.

 

Sintomas: dor abdominal recorrente semelhante a da pancreatite aguda durante as fazes de agudização da doença; diarréia e desnutrição por falta das enzimas digestivas, diabetes por falta de insulina.

 

 

Tratamento: geralmente é clínico medicamentoso, mas pode ser necessário cirurgia.

                                                                                                                 Pseudocistos

 

 

TUMOR PANCREÁTICO:

 

No Brasil, é responsável por cerca de 2% dos casos de câncer diagnosticados.

ADENOCARCINOMA: è maligno, constituindo 90% dos tumores encontrados, sendo que 70% ocorrem na cabeça, 20% no corpo e 10% na cauda do pâncreas. É raro antes dos 30 anos, sendo mais comum acima dos 60 anos, em homens e negros.

 

Fatores de risco: Os principais fatores de risco são cigarro (o mais importante), pancreatite crônica, obesidade, diabetes, histórico familiar, cirurgias de úlcera de estômago e duodeno e cirurgia para retirada da vesícula biliar, e ainda algumas síndromes genéticas.

 

Quadro clínico: Os tumores localizados na cabeça do pâncreas provocam icterícia progressiva que piora gradativamente com o tempo (ocorre em 75% dos pacientes e é o 1º sintoma), dor abdominal na porção superior do abdome de intensidade leve a forte que se irradia para as costas e perda de peso e do apetite ( ocorrem em 70% dos pacientes), cansaço, anemia, diabetes. Pode ocorrer vesícula biliar palpável (chamada de vesícula de Coivoisier em 50% dos pacientes). Os tumores localizados em corpo e cauda atingem maiores dimensões na época do diagnóstico por serem menos sintomáticos. Pode provocar invasão (metástase) das estruturas abdominais adjacentes, para a cavidade peritoneal, para gânglios linfáticos e para o sangue, atingindo órgãos distantes.

 

Exames: exames de sangues (Ca 19.9, cea), ultrassom, tomografia computadorizada, ressonância magnética, cpre.

 

Tratamento: cirurgia, quimioterapia e radioterapia

 

 

 

TUMORES CÍSTICOS:

 

 

 

 

CISTADENOMA SEROSO (MICROCÍSTICO): 

é benigno e a segunda neoplasia cística maiscomum. Ocorre principalmente em mulheres acima de 70 anos e em qualquer local do pâncreas.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

CISTADENOMA MUCINOSO (MACROCÍSTICO): 

 

é maligno e a neoplasia cística mais comum. Ocorre principalmente em mulheres acima de 60 anos e em corpo e cauda do pâncreas.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

TUMOR SÓLIDO CÍSTICO PSEUDOPAPILAR (TUMOR DE FRANTZ): 

 

é maligno, ocorrendo mais comumente em mulheres jovens na faixa de 25 anos na cauda do pâncreas.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

TUMOR CÍSTICO PAPILAR INTRADUCTAL:

ocorre nos ductos, provocando sua dilatação e é

mais comum em homens maiores de 60 anos. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

TUMORES NEUROENDÓCRINOS:

Tumor de células das ilhota pancreática endócrinas,

que podem produzir hormônios.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

NÃO FUNCIONANTE: não produzir hormônios, atingindo grandes dimensões na época do diagnóstico por não produzir sintomas.

 

INSULINOMA: é o tumor neuroendócrino mais frequente. Produz insulina levando a quadro de hipoglicemia.

 

GLUCAGONOMA: produz hormônio chamado glucagon que aumenta os níveis de glicose no sangue, levando a diabetes.

 

GASTRINOMA: produz um hormônio chamado gastrina , levando a uma síndrome conhecida com Zollinger Elinson, que provoca úlceras pépticas atípicas recorrentes e refratárias ao tratamento.

 

SOMATOSTINOMA: produz um hormônio chamado de somatostatina, que provoca diarréia e perda de peso.

 

VIPOMA: produz um hormônio chamado Peptídeo intestinal vasoativo, que provoca diarréia e desidratação.

 

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